Sinopse Autor: Herminio C. Miranda Páginas:293 Tamanho: 16x23 No estudo dos graves problemas que envolvem a mente, estamos prensados entre dois modelos interpretativos que, de certa forma, se opõem, em vez de se conciliarem. Num sentido, as ciências da mente, fechadas sobre si mesmas, sem abrir a menor brecha para os conceitos espirituais, que, aliás, são de sua própria essência, como está anunciado no prefixo psi (do grego psique, alma) que as distingue dos demais ramos do conhecimento (psicologia, psiquiatria, psicanálise). De outro, a realidade espiritual severamente rejeitada e até arrogantemente ridicularizada, por causa da injusta e infeliz conotação que lhe foi atribuída de se tratar de área ocultista, dominada por fantasias e crendices, marcadas, em suma, pela ignorância e pelo misticismo. Continuamos a achar que o ser humano é apenas este conjunto visível de células, de órgãos e dispositivos autorreguladores no campo biológico. E todos os sistemas de ideias que montamos, no compreensível esforço de entender o fenômeno da vida inteligente, partem do mesmo modelo caolho e incompetente, que toma o efeito pela causa, o acessório pelo principal, a aparência pela essência. Em vez de entendermos, afinal, que estamos acoplados a um corpo físico perecível, insistimos em pensar que somos esse corpo físico. Enquanto não for ultrapassada essa fase de rigidez escravizante aos postulados ditos científicos de contextura materialista, não há como montar-se um modelo inteligente para abordagem racional ao que Teilhard de Chardin denominou "o fenômeno humano". Herminio Miranda, um dos mais brilhantes críticos brasileiros da ciência dita oficial Tivemos oportunidade de introduzir o assunto da síndrome da personalidade múltipla na obra Condomínio espiritual. Nesta obra, a partir da revisão de casos ocorridos em pleno século 20, busco analisar a mesma questão a partir da compreensão da realidade espiritual do ponto de vista proposto pela doutrina espírita. A pessoa vitimada pela síndrome da personalidade múltipla dispõe de componente mediúnico que não aprendeu a controlar e acaba assediada por personalidades invasoras. Reitero o entendimento de que o problema da personalidade múltipla não existiria sem o componente básico da mediunidade, faculdade de que certas pessoas dispõem de se sintonizar com entidades espirituais. No contexto adequado das práticas disciplinadas de intercâmbio espiritual, tais pessoas são conhecidas como médiuns, ao passo que o modelo clínico vigente as considera como doentes portadores da síndrome ainda catalogada como Grande Hystérie, preservada a terminologia francesa de origem, proposta no século XIX.